Ortberg diz num dos seus livros, já não sei qual, que há diferentes tipos de pessoas, logo de crentes também.
Há aqueles que anseiam pela Palavra. Aqueles que atingem o zenith (desculpem o palavrão) com o período de cânticos. Aqueles para quem o que interessa é a comunhão. E os outros que se preocupam mais com a vida interior, descurando a comunhão eclesial.
Confesso que tenho dificuldade em passar mais de metade do culto a cantar e pouco menos do que isso a meditar a Palavra. Não digo que não haja bençãos neste contexto. E como é o único que conheço realmente bem, deve-me parecer que há outros que funcionam melhor.
Claro que quando a igreja se junta deve celebrar Deus, e a sua união. Porém, hoje parece-me que se não existir cantoria não há culto. Pode parecer uma ideia estranha, mas estamos mais habituados a cultos de louvor, já assisti a alguns, sem pregação, porque não o contrário?
Porque achamos uma seca. Ouvir alguém, que por vezes nem gostamos por aí além.
Esquecemo-nos facilmente de que Deus fala através da Sua Palavra. Duvidamos é que Ele fale através daquele Pastor ou Irmão.
quinta-feira, 27 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
Fui criado em Escola Dominical.
Que por vezes era muito boa, e outras era muito má.
Hoje acho que depende do Pastor e do conhecimento que tem da Palavra, das perguntas feitas, e da capacidade do Pastor amestrar as ovelhas.
Seguíamos uns livrinhos que todos deveriam ler. às vezes eram muito bons, outras eram mais fraquitos, às vezes abordavam assuntos interessantes, outras do sexo dos anjos.
Mas o bom da Escola Dominical (e o mau) eram as perguntas que os irmãos faziam. As dúvidas e confusões que queriam ver respondidas. Bom, porque muitas das perguntas que tinha vergonha de colocar eram colocadas, mau porque por vezes o Pastor pouco falava. Alguns colocavam a pergunta e respondiam. Mau, porque a resposta por vezes era inexacta, ou falaciosa, ou simplesmente baseada na experiência. E nem sempre o Pastor tinha tempo ou oportunidade para falar.
Acredito no amor, e por vezes é complicado colocar alguma pergunta em voz alta. A Escola Dominical já não é o que era na minha Igreja. Por isso indago o Pastor sempre que necessário. E ele responde pacientemente. Mas acho que deveria haver maior discussão pública nas igrejas. Durante a semana, para os irmãos questionarem o que ouviram e não perceberam, para pôr em causa o seu comportamento, para se desnudarem perante a comunidade.
Entregando-se uns aos outros, e crescendo em conjunto.
Será possível?
Que por vezes era muito boa, e outras era muito má.
Hoje acho que depende do Pastor e do conhecimento que tem da Palavra, das perguntas feitas, e da capacidade do Pastor amestrar as ovelhas.
Seguíamos uns livrinhos que todos deveriam ler. às vezes eram muito bons, outras eram mais fraquitos, às vezes abordavam assuntos interessantes, outras do sexo dos anjos.
Mas o bom da Escola Dominical (e o mau) eram as perguntas que os irmãos faziam. As dúvidas e confusões que queriam ver respondidas. Bom, porque muitas das perguntas que tinha vergonha de colocar eram colocadas, mau porque por vezes o Pastor pouco falava. Alguns colocavam a pergunta e respondiam. Mau, porque a resposta por vezes era inexacta, ou falaciosa, ou simplesmente baseada na experiência. E nem sempre o Pastor tinha tempo ou oportunidade para falar.
Acredito no amor, e por vezes é complicado colocar alguma pergunta em voz alta. A Escola Dominical já não é o que era na minha Igreja. Por isso indago o Pastor sempre que necessário. E ele responde pacientemente. Mas acho que deveria haver maior discussão pública nas igrejas. Durante a semana, para os irmãos questionarem o que ouviram e não perceberam, para pôr em causa o seu comportamento, para se desnudarem perante a comunidade.
Entregando-se uns aos outros, e crescendo em conjunto.
Será possível?
terça-feira, 25 de março de 2008
Conhecer a Palavra e pregá-la
Ouço vários pregadores. Na igreja, na net, em podcasts, nas igrejas dos outros (engraçado como no NT não há as igrejas dos outros, há igrejas noutros lugares. Enfim...)
Uma das coisas que me inquieta é a naturalidade com que se ignora o que a Palavra diz, se coloca informação que não está lá, ou infere-se o que o texto não deixa inferir.
Somos seres complicados, no sentido em que damos muito de nós mesmos a tudo aquilo em que participamos. A nossa personalidade, mundividência, leituras, opiniões passa por aquilo que dizemos, escrevemos ou na forma como interpretamos algo.
No que diz respeito à Palavra é preciso cuidado para tirar o que ela nos quer dizer, mas não dizer o que ela não quer dizer.
Ignorar o que eu acho e seguir a Palavra, nos diversos tempos e autores (ministrada/dada pelo mesmo Espírito) é ainda o melhor meio de tirar sentido à Palavra. Ou não?
Tudo isto porque ouvi uma pregação em que o autor dizia muita coisa certa, e outro tanto menos certo, mas nunca nos disse como chegava a determinada conclusão, falaciosa.. Tendo em conta que muito do que disse contradizia os versículos que não leu um pouco mais adiante, estamos conversados.
Os de Bereia confirmavam o que ouviam com o que a Palavra dizia. E não eram crentes, ainda...
Podíamos aprender algo com eles.
Uma das coisas que me inquieta é a naturalidade com que se ignora o que a Palavra diz, se coloca informação que não está lá, ou infere-se o que o texto não deixa inferir.
Somos seres complicados, no sentido em que damos muito de nós mesmos a tudo aquilo em que participamos. A nossa personalidade, mundividência, leituras, opiniões passa por aquilo que dizemos, escrevemos ou na forma como interpretamos algo.
No que diz respeito à Palavra é preciso cuidado para tirar o que ela nos quer dizer, mas não dizer o que ela não quer dizer.
Ignorar o que eu acho e seguir a Palavra, nos diversos tempos e autores (ministrada/dada pelo mesmo Espírito) é ainda o melhor meio de tirar sentido à Palavra. Ou não?
Tudo isto porque ouvi uma pregação em que o autor dizia muita coisa certa, e outro tanto menos certo, mas nunca nos disse como chegava a determinada conclusão, falaciosa.. Tendo em conta que muito do que disse contradizia os versículos que não leu um pouco mais adiante, estamos conversados.
Os de Bereia confirmavam o que ouviam com o que a Palavra dizia. E não eram crentes, ainda...
Podíamos aprender algo com eles.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Dúvidas
Somos demasiado rápidos a conotar alguém com determinado sector (denominação, estilo, etc) da igreja.
Muitos acham que não gosto deles ou que estou contra eles porque não concordo com determinada liturgia, determinado hábito, ou porque não consigo levantar as mãos. A dificuldade muitas vezes não é tanto com eles, é comigo. Não coloco em causa a fé ou o amor. Coloco em causa a necessidade de fazer algo, ou cantar algo com os olhos fechados, sem pensar no que canto. Porque os outros fazem eu também o devo fazer?
Encaramos muitas vezes o termo Irmão como uma desculpa para sermos todos iguais. Dentro da igreja não podemos colocar algumas perguntas, pelo menos demasiado alto, com medo de divisões.
Faço parte de uma igreja reformada, que ano após ano se tem tornado mais avivada no louvor.
Problema?
Não sei se será um problema, mas sinto uma dificuldade/um não desejo em discutir o que se canta. Cantamos coisas que se afastam, por vezes, da doutrina, do corpo de fé (darei alguns exemplos mais tarde). Ignoram-se vírgulas, o que para alguns não será problema, para um tipo de 40 anos a ausência de vírgulas altera o sentido. Posso imbuír-me do espírito sem o sentido?
Discutia com alguns jovens algumas letras. Chamaram-me de filisteu, pelo menos os olhos assim o diziam. Engraçado como podemos discutir assuntos espirituais como baptismo, predestinação, eleição, suficiência da palavra, mas quando discutimos o sentido, a letra do que cantamos, há luta interna, dentro de cada um de nós.
Se aceitamos a palavra pregada porque cantamos algo que não aceitaríamos do púlpito?
Sei que a questão não se colocará a todos os crentes evangélicos. Muitos cantam aquilo em que acreditam, e respeito mais estes.
Voltaremos a este assunto.
Apresentação
Sou cristão evangélico. Vale o que vale. Escrevo para mim e para discutir as minhas opiniões e decepções. Para falar com os outros e através da discussão saudável reformar o que precisa de ser reformado, renovar as minhas opiniões e cimentar as minhas posições ou derrubá-las, caso necessário, sempre com base na Palavra de Deus.
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