Ouço vários pregadores. Na igreja, na net, em podcasts, nas igrejas dos outros (engraçado como no NT não há as igrejas dos outros, há igrejas noutros lugares. Enfim...)
Uma das coisas que me inquieta é a naturalidade com que se ignora o que a Palavra diz, se coloca informação que não está lá, ou infere-se o que o texto não deixa inferir.
Somos seres complicados, no sentido em que damos muito de nós mesmos a tudo aquilo em que participamos. A nossa personalidade, mundividência, leituras, opiniões passa por aquilo que dizemos, escrevemos ou na forma como interpretamos algo.
No que diz respeito à Palavra é preciso cuidado para tirar o que ela nos quer dizer, mas não dizer o que ela não quer dizer.
Ignorar o que eu acho e seguir a Palavra, nos diversos tempos e autores (ministrada/dada pelo mesmo Espírito) é ainda o melhor meio de tirar sentido à Palavra. Ou não?
Tudo isto porque ouvi uma pregação em que o autor dizia muita coisa certa, e outro tanto menos certo, mas nunca nos disse como chegava a determinada conclusão, falaciosa.. Tendo em conta que muito do que disse contradizia os versículos que não leu um pouco mais adiante, estamos conversados.
Os de Bereia confirmavam o que ouviam com o que a Palavra dizia. E não eram crentes, ainda...
Podíamos aprender algo com eles.
terça-feira, 25 de março de 2008
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