Somos demasiado rápidos a conotar alguém com determinado sector (denominação, estilo, etc) da igreja.
Muitos acham que não gosto deles ou que estou contra eles porque não concordo com determinada liturgia, determinado hábito, ou porque não consigo levantar as mãos. A dificuldade muitas vezes não é tanto com eles, é comigo. Não coloco em causa a fé ou o amor. Coloco em causa a necessidade de fazer algo, ou cantar algo com os olhos fechados, sem pensar no que canto. Porque os outros fazem eu também o devo fazer?
Encaramos muitas vezes o termo Irmão como uma desculpa para sermos todos iguais. Dentro da igreja não podemos colocar algumas perguntas, pelo menos demasiado alto, com medo de divisões.
Faço parte de uma igreja reformada, que ano após ano se tem tornado mais avivada no louvor.
Problema?
Não sei se será um problema, mas sinto uma dificuldade/um não desejo em discutir o que se canta. Cantamos coisas que se afastam, por vezes, da doutrina, do corpo de fé (darei alguns exemplos mais tarde). Ignoram-se vírgulas, o que para alguns não será problema, para um tipo de 40 anos a ausência de vírgulas altera o sentido. Posso imbuír-me do espírito sem o sentido?
Discutia com alguns jovens algumas letras. Chamaram-me de filisteu, pelo menos os olhos assim o diziam. Engraçado como podemos discutir assuntos espirituais como baptismo, predestinação, eleição, suficiência da palavra, mas quando discutimos o sentido, a letra do que cantamos, há luta interna, dentro de cada um de nós.
Se aceitamos a palavra pregada porque cantamos algo que não aceitaríamos do púlpito?
Sei que a questão não se colocará a todos os crentes evangélicos. Muitos cantam aquilo em que acreditam, e respeito mais estes.
Voltaremos a este assunto.
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